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A mundialização é uma interdependência sem solidariedade por Edgar Morin

Edgar Morin
L’OBS, 19-25/3/2020
Entrevista concedida a
David Le Bailey e Sylvain Courage.
Tradução: Edgard de Assis Carvalho

(Direitos de tradução cedidos pelo autor)

Abril 2020

No estado atual, qual o ensinamento que se pode tirar da pandemia do coronavírus?.

Esta crise mostra que a mundialização é uma interdependência sem solidariedade. O movimento da globalização produziu a unificação tecnoeconômica do planeta, mas não ampliou a compreensão entre os povos. Desde seu início, nos anos 1990, guerras e crises financeiras se multiplicaram. Os perigos planetários – ecologia, armas nucleares, desregulação da economia – criaram uma comunidade de destino para os humanos que não se conscientizaram disso. De modo imediato e trágico, o vírus deixa clara essa comunidade de destino. Tomaremos, enfim, consciência disso? A falta de solidariedade internacional e organismos comuns para adotar medidas na escala da pandemia faz com que as nações se fechem nelas mesmas.

Em seu discurso, o presidente Emmanuel Macron adverte sobre o perigo de uma “retomada nacionalista”…

Pela primeira vez, estamos diante de um verdadeiro discurso de presidente. Não se trata apenas de uma questão econômica e empresarial, mas do destino de todos os franceses, dos enfermos e dos cuidadores, das pessoas desempregadas, obrigadas a trabalhar em tempo parcial. Sua alusão à necessidade de mudança do modelo de desenvolvimento pode ser indício de algo. O antídoto para a retomada nacionalista não é a retomada europeia, já que a Europa é incapaz de se unir: mas sim a formação de solidariedades internacionais, a começar pelos médicos e pesquisadores de todos os continentes.

Quais mudanças seriam necessárias para isso?

O coronavírus reitera veementemente que a humanidade como um todo deve buscar uma nova via capaz de abandonar o New Deal político, social, econômico. A nova via salvaguardaria e reforçaria serviços públicos como os hospitais que, há anos, na Europa passam por reduções insensatas. A nova via corrigiria os efeitos da mundialização criando zonas desmundializadas que se incumbiriam de salvaguardar as autonomias fundamentais…

Quais são essas “autonomias fundamentais”?

Em primeiro lugar, a autonomia de produtos alimentares. Na época da Ocupação, durante a Segunda Guerra Mundial, a agricultura francesa era diversificada, e isso permitiu alimentar a população a despeito dos ataques alemães. Hoje, mais uma vez, é preciso diversificar. Existe, igualmente, a autonomia da saúde publica. Muitos medicamentos hoje são produzidos na Índia e na China e corremos sérios riscos de passar por uma severa escassez. É preciso relocalizar o que é vital para uma nação.

A mundialização transforma a crise da saúde pública em crise geral?

Claro que sim. A decisão de Vladimir Putin de manter a produção do petróleo russo provocou uma baixa de preço na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. O Texas, por exemplo, pode passar por graves dificuldades e talvez fazer com que Donald Trump perca a eleição presidencial… O pânico atinge também o mercado financeiro, e isso pode provocar um crash nas bolsas de valores, como o que ocorreu na chamada quinta-feira negra de 29 de outubro de 1929. Não se consegue controlar essas reações em cadeia. A crise gerada pelo vírus agrava a crise da humanidade estimulada por forças que ignoram qualquer tipo de controle.

Se fizermos uma comparação com a gripe espanhola de 1918-1919, objeto de uma verdadeira omertà da parte das autoridades, os governantes atuais se empenharam em dar mais transparência às suas ações. Isso não pode ser considerado como um efeito positivo da globalização?

Na época da gripe espanhola, ninguém queria que as populações, sobretudo os combatentes, tomassem consciência do flagelo. Essa opacidade é impossível nos dias de hoje. Mesmo o regime chinês não pôde esconder a informação, e puniu o herói que deu o sinal de alerta… As redes de informação permitiram que ficássemos a par do avanço da pandemia país por país. Mas isso não desencadeou uma cooperação internacional espontânea de pesquisadores e médicos. A OMS, assim como a ONU, é incapaz de fornecer os meios de resistência aos países mais desfavorecidos.

“Retornou-se aos tempos de guerra”: esta frase é muitas vezes citada para descrever a situação da Itália e da França. O senhor conheceu esse período. A analogia lhe serve de inspiração para alguma coisa?

Na época da Ocupacão Nazista, houve fenômenos de encarceramentos e confinamentos, como no caso dos guetos… Mas a grande diferença com os dias de hoje reside no fato de que, na dominação nazista, as medidas de confinamento eram impostas pelo inimigo, enquanto agora elas se impõem contra o inimigo, o vírus. Após alguns meses da Ocupação alemã, as restrições de abastecimento começaram a aparecer. Não chegamos ainda a esse nível, mas já existem momentos de pânico. Mas se essa crise continuar, com a redução dos transportes de mercadorias em nível internacional, pode-se prever um retorno dos racionamentos. Mas a analogia para por aí. Não estamos no mesmo tipo de guerra.

Pela primeira vez desde 1940, escolas e universidades foram fechadas…

É verdade, mas naquela época o fechamento foi bem provisório. A derrota da França ocorreu em junho, no momento em que as férias começavam. Em outubro, as escolas foram reabertas.

O que se pode esperar do confinamento? O medo? A desconfiança entre os indivíduos? Ou, ao contrário, o desenvolvimento de novas relações com os outros?

Vivemos numa sociedade na qual as estruturas tradicionais de solidariedade se degradaram. Um dos maiores problemas é restaurar as solidariedades entre vizinhos, entre trabalhadores, entre cidadãos… Com as restrições que sofremos agora, as solidariedades vão ser reforçadas, por exemplo, entre os pais e os filhos que não estão indo às escolas. As possibilidades de consumo vão ser reduzidas e podemos aproveitar a oportunidade para repensar o consumo desenfreado ou, melhor dizendo, a dependência, o “consumo drogado”, essa intoxicação concernente a produtos sem utilidade real e substituir a quantidade pela qualidade.

Provavelmente, nossa relação com o tempo também vai mudar…

Claro. Graças ao confinamento, a esse tempo que recuperamos, que não é mais picado, cronometrado, um tempo que não se resume a andar de metrô-ir ao trabalho-voltar para casa e dormir, poderemos nos reencontrar a nós mesmos, perceber quais são as necessidades essenciais como o amor, a amizade, a ternura, a solidariedade, a poesia da vida… O confinamento pode ajudar a começar uma desintoxicação do nosso modo de vida e a compreender que o bem-viver implica o florescimento de nosso “Eu”, mas sempre entre os diversos “Nós”.

Em última análise, essa crise pode ser paradoxalmente salutar?

Fiquei muito emocionado ao ver mulheres italianas nas sacadas de suas casas cantarem esse hino de fraternidade denominado “Irmãos de Itália”. Devemos recuperar uma solidariedade nacional que não seja mais fechada e egoísta e sim aberta para nossa comunidade de destino “terrestre”. Antes do surgimento do vírus, os seres humanos de todos os continentes tinham os mesmos problemas: a degradação da biosfera, a proliferação das armas nucleares, a economia sem regulação que só faz ampliar as desigualdades. Não resta dúvida de que essa comunidade de destino existe, mas como as mentes estão angustiadas, em vez de tomar consciência disso, elas se refugiam num egoísmo nacional ou religioso. Que fique bem claro, precisamos de uma solidariedade nacional que é essencial, mas se não compreendermos que é preciso uma consciência comum do destino humano, se não ampliarmos os laços de solidariedade, se o pensamento político não mudar, a crise de humanidade se agravará cada vez mais. A mensagem do vírus é clara. Pior para nós, se não quisermos entendê-la.

Segura a Onda – Juntxs somos mais fortes

Plataforma reúne iniciativas cidadãs que trabalham para conter os impactos da pandemia do coronavírus no Brasil.

Nas primeiras semanas desde os primeiros casos de contágio do coronavírus, uma série de iniciativas cidadãs de solidariedade surgiram espontaneamente para combater os impactos da pandemia. Em momentos de crise, a solidariedade e a criatividade aparecem como resposta para soluções dos mais diversos problemas. Pensando em consolidar uma plataforma que reúna, divulgue e multiplique essas iniciativas, um grupo de voluntários criou o Segura a Onda.

A iniciativa originou-se na Espanha com a plataforma frenalacurva.net. Devido ao seu sucesso, ela está sendo replicada em outros países além do Brasil como Colômbia, México, Costa Rica, França, Equador e Uruguai.

O grupo entende que nesses momentos de crise a responsabilidade cidadã apresenta-se como alternativa para resolução de problemas complexos e as iniciativas cidadãs podem dar respostas rápidas e eficientes.

Luis Eduardo Taveres, Cientista social e pesquisador de assuntos relacionados à “Tecnologia, Cultura e Sociedade, um dos responsáveis pela plataforma para o Brasil, observa:  “Nos primeiros dias de quarentena, por volta de 16 de março, vendo as notícias que chegavam da Europa e as medidas que começavam a ser tomadas no Brasil, percebi que estávamos diante de um acontecimento gerador de múltiplos e profundos efeitos sociais. E que ao invés do pânico e de atitudes individuais, precisávamos de ações coletivas coordenadas para frear a propagação do vírus e superarmos a pandemia. Então, fiquei bastante animado quando soube da existência de uma plataforma como Frena La Curva e da articulação para construção de um capítulo brasileiro desta experiência e logo me engajei. O processo de construção coletiva fluiu super bem e trabalhar nele, assim como conhecer tantas pessoas engajadas por aí nas mais diversas iniciativas de enfrentamento a essa crise também é algo que ajuda a manter a mente sã durante esse período de confinamento e diante das tragédias diárias. Podemos ter em vista que a força cooperativa de todas essas redes de solidariedade que se auto-organizam na sociedade civil signifiquem valiosas lições civilizatórias tiradas dessa catástrofe e que fortaleçam a consciência e importância dos bens comuns”.

Cátia Kitahara, 46, designer de interface especialista em WordPress conta que utilizou sua experiência profissional de mais de dez anos para colocar o site em poucos dias no ar. “O site nada mais é que um fórum old school bem no estilo da época em que a internet ainda era aberta e livre, quando iniciativas como essa pipocavam e as pessoas se apropriavam mais das ferramentas ao invés de se submeterem aos formatos impostos pelas redes sociais que hoje “substituem” a internet”, comentou a designer.
Ela conta também que fazia tempo que não participava de uma iniciativa como essa, totalmente colaborativa e orgânica. “Somos uma rede de pessoas que colocaram-se à disposição para trabalharem juntas sem nunca terem se conhecido. Uma equipe forte se criou rapidamente e logo começamos a trabalhar como se já nos conhecêssemos. Isso é muito bom porque dá um alento e torna a situação atual mais suportável”, disse Cátia Kitahara.

A plataforma funciona como um guia onde qualquer um pode adicionar iniciativas ou ações de sua cidade ou bairro dentro dos seguintes temas: fontes confiáveis; informação confiável; cuidados; quarentena; educação; cultura; trabalho e renda; redes de consumo; ciência aberta; populações ameaçadas; redes de solidariedade; gênero; e moradia e aluguel.

Para participar, o usuário deve registrar-se no site com um endereço de email e senha e seguir o manual de uso. Existe uma equipe de moderadores voluntários que está acompanhando todas as postagens e fazendo a curadoria do conteúdo. Caso você queira ser um moderador, envie um email para: contato@seguraaonda.com.br

Acesse o site e faça parte dessa rede de colaboradores. Ajude-nos a dar uma resposta coletiva pensando, sobretudo, nas parcelas da população em piores condições nesse momento.

Serviço
Site: https://seguraaonda.com.br

Instagram:seguraaonda_br

Twitter:seguraAondaBR

Manual do site: https://seguraaonda.com.br/foruns/forum/manual-do-site/
Contato: contato@seguraaonda.com.br

Das Cidades Inteligentes às Cidades Afetivas

POR MARIANA ARRUDAS · 12/02/2020

Dia 16 de abril, na Arena Santander, acontecerá o evento “Das Cidades Inteligente às Cidades Afetivas”. As inscrições podem ser realizadas neste link.https://www.sympla.com.br/das-cidades-inteligentes-as-cidades-afetivas__785835

As Cidades Inteligentes nos abrem inúmeras possibilidades, uma delas são os indicadores utilizados para avaliar e monitorar situações que possam ser transformadas visando melhores resultados que auxiliam tanto a vida dos gestores públicos como as de seus usuários que intencionam uma vida mais sustentável. Cidades Afetivas se apresentam como um caminho híbrido na direção das tendências para o futuro da vida em comum que intencionam devolver às cidades o local da festa e do acontecimento. Cidades Afetivas abrem espaços para a convivialidade. Os coletivos que incentivam as práticas comunitárias como; a caminhabilidade e as hortas urbanas, não são fenômenos isolados, eles se complementam e se retroalimentam ao intencionarem uma vida na direção do bem viver incluindo os direitos de todos os seres viventes e existentes no planeta como os rios, as nascentes, os animais. Das Cidades Inteligentes às Cidades Afetivas propõem uma reflexão colaborativa a respeito de qual futuro queremos construir frente aos desafios do século XXI.

Palestrante Vivian Blaso

Relações Públicas. Doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP. Pesquisadora no Pós Doutorado em Cidades Globais no IEA USP, Professora na FAAP, Palestrante, Coach, Autora do livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização, Sócia na Conversa Sustentável. Apaixonada pelas cidades e seus movimentos. Ativista da sustentabilidade, dedica-se à educação, convivialismo e ao bem viver. Artista. Linha de Pesquisa: Diversidades Culturais e Pensamento Complexo

SERVIÇO
Arena Santander USP
Av. Prof Luciano Gualberto, 730 (Praça dos Bancos)
Evento Aberto e Gratuito
Emitimos certificado

Tags: Arena Santanderevento

Cidades Resilientes Inovação e Inclusão 2019

Convidamos vocês a participar do CIDADES RESILIENTES: INOVAÇÃO E INCLUSÃO da Abraps dia 25/OUTUBRO na PUC/SP – Campus da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia

Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável
DATA: Sexta feira, 25 de outubro das 15h30 às 19h00 horas.
LOCAL: Rua Marquês de Paranaguá, 111 – Consolação – Campus da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC/SP (próximo ao metrô Higienópolis-Mackenzie linha amarela)

Convite 25 de outubro

É o espaço que a entidade reserva para falarmos de temas inovadores que tangenciam a sustentabilidade.

Em 2018 falamos sobre os resultados do Habitat III – Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável e temas como a igualdade de oportunidades para todos; o fim da discriminação; a importância das cidades mais limpas; a redução das emissões de carbono; o respeito pleno aos direitos dos refugiados e migrantes; a implementação de melhores iniciativas verdes e de conectividade, e construção de indicadores para cidades inteligentes e sustentáveis, onde abordamos a metodologia MACITI, Metodologia de Avaliação de Cidades e Territórios Inteligentes é formada por 108 indicadores agrupados em seis macrotemas com ênfase

Em 2019 vamos alinhavar os temas de Cidades afetivas, uma via ecológica para o bem-viver; Economia Circular e os ODS, mais especificamente o ODS 12 Consumo e produção responsáveis no âmbito das cidades , Waste Management for Smart Cities;, gestão inteligente de resíduos em cidades e territórios; Saneamento e Recursos Hídricos no meio urbano novas tecnologias e desafios e Inclusão dos 50+ no mercado de trabalho das cidades inovadoras e resilientes Inscrições Gratuitas.
#CircuitoUrbano2019
#OutubroUrbano#UrbanOctober#cidadesafetivas#abrasp

link inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvkFB69boMC4uV2U3xUmtM3f7axfqATo272RAmA1B9UTAx_g/viewform

Que água é essa?

 14 a 18 de agosto – Unibes Cultural – São Paulo/SP

Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré – São Paulo/SP

Programação

dia 14 de agosto

das 10h00 às 12h30 – Auditório

Mesa Redonda – Água no Agronegócio 

  • Guilherme Amado – Green Coffee Project Manager na Nespresso
  • André Marques – Diretor Presidente da Agevap – Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul
  • Claudia Visoni – jornalista, ambientalista, permacultora, agricultora urbana e co-deputada eleita pelo mandato coletivo da Bancada Ativista
  • Valéria Brandini – Antropóloga Empresarial e Comunicóloga
    • Mediador: Giovani Chechin – Presidente do Instituto Acqua Brasil

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das 14h30 às 16h30 – Auditório

Mesa Redonda – Água na Indústria 

  • Yuri Feres – Diretor de sustentabilidade e responsabilidade corporativa da Cargill LATAM e Presidente da Fundação Cargill.
  • Filipe Barolo – Gerente de Sustentabilidade Socioambiental na Cervejaria AMBEV
  • Amir Musleh – CEO da Ecra Sustentabilidade Urbana
  • Leandro Toledano – CEO da Biomovement e Representante Exclusivo da NUF Filtration para o Brasil
    • Mediadora: Marilena Lavoratto – Presidente do Instituto Mais e idealizadora do Benchmarking Brasil

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das 20h00 às 22h00 – Teatro

Exibição do Documentário – Amazônia com mesa de debates com os produtores

  • Mediação: Tainá de Luca – Agência Sapiens

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dia 15 de agosto

das 14h00 às 16h00 – Auditório

Roda de Conversa: Lançamento do Evento Que Água é Essa 2020? 

  • Marcio Mendes – CEO Mega Share / Diretor da Abraps
  • Álvaro Diogo Teixeira – Coordenador Nacional do Programa Jovens Profissionais do Saneamento – GT Saneamento e Recursos Hídricos – Abraps
  • Giovani Chechin – Presidente do Instituto Acqua Brasil
  • Roseane M. Garcia Lopes de Souza – Diretora da ABES-SP
    • Mediador: Reinaldo Canto – Iniciativa Verde / Envolverde

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dia 16 de agosto

das 15h30 às 19h00 – Auditório

Workshop –  A responsabilidade civil, penal e administrativa do gestor perante o mau uso e gestão dos recursos hídricos e A mediação como ferramenta para resolução de conflitos socioambientais

  • Luiz Carlos Aceti Júnior – Aceti Advogados e Francisco Luiz Biazini Filho – Transforma

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das 20h00 às 22h00 – Auditório

Exibição do Documentário – Cidades Afetivas com mesa de debates com os produtores

  • Mediação: Jussara Nery, Lara Freitas e Maurício Ramos do Ecobairros e Vivian Blaso e Sydney Cincotto Júnior do Cidades Afetivas

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dia 17 de agosto

das 11h00 às 12h00 e das 15h00 às 1600 – Lounge

Oficina: Circuito das Águas Brincantes – oficina, jogos e brincadeira

  • Andressa Batelochio da Horizonte Sustentável e Isabela Alves Borba da Bahuinia

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dia 18 de agosto 

das 11h00 às 12h00 e das 15h00 às 1600 – Lounge

Oficina: Encanadas – Muri & Manu & Ieda – Encanadas

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ATIVIDADES EXTRAS

de 15 a 18 de agosto das 10h00 às 18h00 – Hall

  • Painéis de Aquarela – Jardins de Chuva – Vivian Blaso – Cidades Afetivas

Esta atividade não precisa de inscrição

dia 16 de agosto das 18h00 às 22h00 – Salão do 5o andar

  • Meditação: O que é seus benefícios com Yogacharia Don Abrams – Participação de Yogacharia Céu 

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dia 17 de agosto das 14h00 às 18h00 – Auditório

  • Aplicação do Jogo dos ODS Gigante – Nelson Júnior – Supereficiente

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Realização  

Apoio

Edgar Morin hoje no Sesc Pinheiros

Edgar Morin estará hoje no Sesc Pinheiro em São Paulo para uma conferência sobre o seu livro: “Sobre a Estética” traduzido por Edgard de Assis Carvalho e Marisa Perassi Bosco.
“Antes de ser uma característica própria da arte, a estética constitui um elemento fundamental da sensibilidade humana. O sentimento estético é um sentimento de prazer que pode se intensificar em maravilhamento e felicidade. Poode ser suscitado por um espetáculo natural, uma obra de arte, mas também por objetos e obras que estetizamos. De onde provém a criatividade artística? O que denominamos inspiração ou gênio? Do transe xamã ao poeta, da mimese do escritor à do ator, qual é a experiência in vivo do artista?

A conferência será transmitida ao vivo pelo facebook e Youtube https://www.youtube.com/channel/UCESs365L1Ccnq4q3J5yZ7nQ

https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13342_ENTREVISTA+EDGAR+MORIN+E+SUA+COMPLEXIDADE?fbclid=IwAR0Rb_GTotoVJElVzk8e6xa1uTXK2-jfCFyKauq-Jebtbp5Fz-Af-AL52QE

Artigo: Rumo à Metamorfose Democrática?

O movimento triádico individuo-espécie-sociedade revigora a regeneração contínua e simultânea entre democracia e diversidade de ideias. Tal regeneração acentua-se nas relações antagônicas, concorrentes, complementares que fundamentam a política como um sistema multidimensional complexo. O processo pretensamente civilizatório contido na mundialização traz consigo a destruição das biodiversidades no planeta.
A despolitização da política, que se autodissolve na administração, na técnica, na burocracia, na economia e na quantificação resulta na política fragmentada e impede a compreensão da vida, dos sofrimentos, dos desamparos, das solidões, das necessidades não quantificáveis.
A insustentável condição humana na era planetária é fruto das profecias neoliberais, que apostaram no quadrimotor “ciência-técnica-economia-lucro” e na sua capacidade de salvaguardar o futuro da humanidade. Fruto da política fragmentada, o excesso de disciplinamento produz sujeitos experts, organizações compartimentalizadas, que dão origem a indivíduos dissociados da natureza e da cultura e acabam impedidos de ver que a dimensão humana é de caráter multidimensional. Tudo isso contribui para a gigantesca regressão democrática, com os cidadãos apartados dos problemas fundamentais da cidade.
Presente nas democracias atuais, tal fenômeno é resultado da cosmovisão cartesiana da qual o quadrimotor “ciência-técnica-economia-lucro” é o fio condutor do atual estágio de humanidade. As policrises políticas, econômicas, culturais, ecológicas, sociais atestam a inverdade contida nessa formulação considerada hegemônica.
Dissociados e fragmentados, os indivíduos se deixam anestesiar pelo consumismo, o que tem levado a um novo estágio de barbárie na era planetária. Esse processo também produz um sujeito apartado da sua relação com a comunidade. O coletivo fica à margem da sociedade; mesmo assim tenta resistir aos desafios impostos pelo sistema neoliberal; a noção de coletivo ressurge em recentíssimos movimentos sociais que ocupam praças, constroem hortas urbanas, preservam parques, ocupam artisticamente espaços, na tentativa de resgatar as invisibilidades das cidades contemporâneas.
Os ativismos urbanos insurgentes acionam outras vias na direção do futuro para a humanidade, e tal fenômeno pode ser observado sob a luz da ideia de “Metamorfose”. Morin reitera que a metamorfose traz consigo o princípio da incerteza e ao mesmo tempo da esperança em prol de um futuro sempre imprevisível. Apostar na regeneração democrática, no resgate da solidariedade e da responsabilidade, é colocar em prática uma ética da espécie que realize a unidade planetária contida na diversidade natural e cultural.
Informações para imprensa
:https://www.cidadesafetivas.com.br/ e https://www.conversasustentavel.com.br/

email: imprensa@conversasustentavel.com.br

Metamorfose, Ilustração em aquarela by Vivian Blaso
Metamorfose. Ilustração em aquarela by Vivian Blaso

“Cidades Afetivas” promove aula aberta no próximo sábado em São Paulo

Aula Aberta na Àgora!
No próximo sábado dia 11 de agosto acontecerá em São Paulo uma aula aberta na Praça Oswaldo Cruz com a participação de coletivos. “A ideia é compartilhar as observações relativas ao bem viver, convivialidade e a vida em comum presentes nas atuações dos coletivos de diferentes naturezas no contexto urbano e suas atuações-manifestações-performances políticas, culturais e artísticas que vem ocorrendo nas cidades”, afirma Vivian Blaso idealizadora do “Cidades Afetivas”, Doutora em Antropologia, pesquisadora no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, autora do livro: Cidades em Tempos Sombrios: Barbárie ou Civilização. Sydney Cincotto Júnior, Doutor em Antropologia e pesquisador no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo um dos idealizadores do projeto irá fazer uma breve exposição apresentando as principais reflexões desde do início das pesquisas, resultados de algumas publicações cientificas e participações em congressos.
“Cidades Afetivas”, é um observatório das manifestações afetivas que vem ocorrendo nas cidades. Uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.
A aula aberta faz parte da Semana do Caminhar – http://bit.ly/semanadocaminhar2018 idealizado pela ONG SampaPé.
Serviço:
Aula Aberta: “Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver”
Data: Sábado dia 11 de Agosto
Horário: 10:00 às 11:30
Local: Praça Oswaldo Cruz, São Paulo (próximo estação de metrô Brigadeiro)
Gratuito
Sobre o evento: https://www.facebook.com/events/482465632199636/
Informações para imprensa
contato@conversasustentavel.com.br

Aula na Ágora – Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver

Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver

Aula Aberta!
Uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.
Essa é a proposta da aula aberta: “Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver” com os idealizadores do Cidades Afetivas: Sydney Cincotto Júnior, Doutor em Antropologia e pesquisador no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e no Cidades Afetivas e Vivian Blaso, Doutora em Antropologia, pesquisadora no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e no Cidades Afetivas autora do livro: Cidades em Tempos Sombrios: Barbárie ou Civilização. O evento contará com a participação do coletivo Senta Aqui Conversa Comigo – “Projeto Piloto de Ação Social que visa promover o encontro de pessoas em espaços públicos. O olhar, a conversa, a escuta e a troca muito nos interessam”.
Cidades Afetivas é um observatório das manifestações afetivas que vem ocorrendo nas cidades, investiga os coletivos de diferentes naturezas no contexto urbano e suas atuações-manifestações-performances políticas, culturais e artísticas que têm contribuído para promover o bem viver, a convivialidade, o direito à cidade e sua ocupação enquanto espaço público e comum para todos. Cidades afetivas pesquisa as novas formas de convivialidade, as formas de economia solidário-colaborativa, os ativismos urbanos, os coletivos artístico-culturais, em sintonia com ideários complexos que reivindicam uma vida ecologizada para devolver às cidades a função de serem um espaço comum para o bem viver.

Data: 11 de agosto de 2018

Horário: 10horas

Local: Praça Oswaldo Cruz, São Paulo

Informações Adicionais:  https://www.facebook.com/events/482465632199636/

Este evento faz parte da Semana do Caminhar – http://bit.ly/semanadocaminhar2018
Sobre a Semana do Caminhar

Entre os dias 5 a 11 de agosto acontece a Semana do Caminhar para celebrar e chamar atenção sobre o modo de deslocamento mais utilizado nas cidades: O CAMINHAR. Inspirada pelo Dia Mundial do Pedestre – celebrado dia 8 de agosto por ser o dia em que os Beatles tiraram a icônica foto atravessando a Abbey Road em Londres em 1969. A Semana do Caminhar, organizada pelo SampaPé! (www.facebook.com/sampape.sp), está acontecendo em diversas cidades do Brasil. O mote deste ano é “Poder caminhar” pois apesar de ser atividade mais elementar de existência nas cidades o direito a caminhar muitas vezes é negado, seja pela infraestrutura como por outros elementos.

Saiba mais e fique ligadx na programação: http://bit.ly/semanadocaminhar2018