Viver as Cidades

Cidades Afetivas no Festival Gentileza

No dia 27 de setembro Vivian Blaso do Cidades Afetivas vai participar do Festival Verbo Gentileza no painel Cidades Gentis 👉🏼 O QUE PEGA?
Que cidade desejamos daqui pra frente? Estamos prontos pra votar nas próximas eleições municipais?
Cidades Gentis, um painel que pretende discutir sobre novos modelos de cidade (+ gentil) do ponto de vista da convivência humana e ocupação do espaço urbano.
Papo gostoso, atual, consciente com painelistas de diferentes visões e abordagens ao tema. Colagem de pensamentos e pontos de vista sem a pretensão de esgotar a discussão, mas de ampliá-la criativamente. Inscrições gratuitas no Sympla https://www.sympla.com.br/cidades-gentis-webinar-o-que-queremos-para-as-nossas-cidades__969153 #verbogentileza #cidadesafetivas #festivalgentileza2020

Artigo: Rumo à Metamorfose Democrática?

O movimento triádico individuo-espécie-sociedade revigora a regeneração contínua e simultânea entre democracia e diversidade de ideias. Tal regeneração acentua-se nas relações antagônicas, concorrentes, complementares que fundamentam a política como um sistema multidimensional complexo. O processo pretensamente civilizatório contido na mundialização traz consigo a destruição das biodiversidades no planeta.
A despolitização da política, que se autodissolve na administração, na técnica, na burocracia, na economia e na quantificação resulta na política fragmentada e impede a compreensão da vida, dos sofrimentos, dos desamparos, das solidões, das necessidades não quantificáveis.
A insustentável condição humana na era planetária é fruto das profecias neoliberais, que apostaram no quadrimotor “ciência-técnica-economia-lucro” e na sua capacidade de salvaguardar o futuro da humanidade. Fruto da política fragmentada, o excesso de disciplinamento produz sujeitos experts, organizações compartimentalizadas, que dão origem a indivíduos dissociados da natureza e da cultura e acabam impedidos de ver que a dimensão humana é de caráter multidimensional. Tudo isso contribui para a gigantesca regressão democrática, com os cidadãos apartados dos problemas fundamentais da cidade.
Presente nas democracias atuais, tal fenômeno é resultado da cosmovisão cartesiana da qual o quadrimotor “ciência-técnica-economia-lucro” é o fio condutor do atual estágio de humanidade. As policrises políticas, econômicas, culturais, ecológicas, sociais atestam a inverdade contida nessa formulação considerada hegemônica.
Dissociados e fragmentados, os indivíduos se deixam anestesiar pelo consumismo, o que tem levado a um novo estágio de barbárie na era planetária. Esse processo também produz um sujeito apartado da sua relação com a comunidade. O coletivo fica à margem da sociedade; mesmo assim tenta resistir aos desafios impostos pelo sistema neoliberal; a noção de coletivo ressurge em recentíssimos movimentos sociais que ocupam praças, constroem hortas urbanas, preservam parques, ocupam artisticamente espaços, na tentativa de resgatar as invisibilidades das cidades contemporâneas.
Os ativismos urbanos insurgentes acionam outras vias na direção do futuro para a humanidade, e tal fenômeno pode ser observado sob a luz da ideia de “Metamorfose”. Morin reitera que a metamorfose traz consigo o princípio da incerteza e ao mesmo tempo da esperança em prol de um futuro sempre imprevisível. Apostar na regeneração democrática, no resgate da solidariedade e da responsabilidade, é colocar em prática uma ética da espécie que realize a unidade planetária contida na diversidade natural e cultural.
Informações para imprensa
:https://www.cidadesafetivas.com.br/ e https://www.conversasustentavel.com.br/

email: imprensa@conversasustentavel.com.br

Metamorfose, Ilustração em aquarela by Vivian Blaso
Metamorfose. Ilustração em aquarela by Vivian Blaso

Aula na Ágora – Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver

Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver

Aula Aberta!
Uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.
Essa é a proposta da aula aberta: “Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver” com os idealizadores do Cidades Afetivas: Sydney Cincotto Júnior, Doutor em Antropologia e pesquisador no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e no Cidades Afetivas e Vivian Blaso, Doutora em Antropologia, pesquisadora no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e no Cidades Afetivas autora do livro: Cidades em Tempos Sombrios: Barbárie ou Civilização. O evento contará com a participação do coletivo Senta Aqui Conversa Comigo – “Projeto Piloto de Ação Social que visa promover o encontro de pessoas em espaços públicos. O olhar, a conversa, a escuta e a troca muito nos interessam”.
Cidades Afetivas é um observatório das manifestações afetivas que vem ocorrendo nas cidades, investiga os coletivos de diferentes naturezas no contexto urbano e suas atuações-manifestações-performances políticas, culturais e artísticas que têm contribuído para promover o bem viver, a convivialidade, o direito à cidade e sua ocupação enquanto espaço público e comum para todos. Cidades afetivas pesquisa as novas formas de convivialidade, as formas de economia solidário-colaborativa, os ativismos urbanos, os coletivos artístico-culturais, em sintonia com ideários complexos que reivindicam uma vida ecologizada para devolver às cidades a função de serem um espaço comum para o bem viver.

Data: 11 de agosto de 2018

Horário: 10horas

Local: Praça Oswaldo Cruz, São Paulo

Informações Adicionais:  https://www.facebook.com/events/482465632199636/

Este evento faz parte da Semana do Caminhar – http://bit.ly/semanadocaminhar2018
Sobre a Semana do Caminhar

Entre os dias 5 a 11 de agosto acontece a Semana do Caminhar para celebrar e chamar atenção sobre o modo de deslocamento mais utilizado nas cidades: O CAMINHAR. Inspirada pelo Dia Mundial do Pedestre – celebrado dia 8 de agosto por ser o dia em que os Beatles tiraram a icônica foto atravessando a Abbey Road em Londres em 1969. A Semana do Caminhar, organizada pelo SampaPé! (www.facebook.com/sampape.sp), está acontecendo em diversas cidades do Brasil. O mote deste ano é “Poder caminhar” pois apesar de ser atividade mais elementar de existência nas cidades o direito a caminhar muitas vezes é negado, seja pela infraestrutura como por outros elementos.

Saiba mais e fique ligadx na programação: http://bit.ly/semanadocaminhar2018

Direito à Cidade – Ocupações

São Paulo considerada a cidade Provisória pelo historiador Ernani Silva Bruno já passava de 21mil para 32 mil prédios nos tempos da industrialização. Mais tarde, nas décadas de 80 e 90 foi considerada “Cidade Patchwork”, pela professora e pesquisadora do Observatório das Metrópoles Dra.Lucia Bógus como traços de desigualdade e fragmentação pelo qual as cidades brasileiras estavam passando durante o século XX.

Um dos grandes impulsionadores das desigualdades foram a concepção dos condomínios fechados em parceria com as operações Urbanas Consorciadas que transformaram definitivamente a dinâmica espacial na cidade.
São Paulo deixava de concentrar as atividades econômicas na região central para ocupar o corredor sudoeste.
Esse processo marca uma das fases de degeneração do centro da cidade, que naquele momento atravessava um processo desvalorização imobiliária, aumento das desigualdades sociais e precarização da qualidade de vida das pessoas que residiam na região central da cidade.

Em 2004, houve a transferência de órgãos do Poder Público para áreas centrais, restauros e reformas de espaços e edifícios públicos como: Largo São Bento, Viaduto do Chá. Restauros em Edifícios Públicos como a Estação da Luz. Reurbanização de áreas centrais como Vale do Anhangabaú e Praça Roosevelt.
Hoje após o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu o centro volta a ocupar a imprensa nacional e internacional e trazer as evidentes disputas territoriais, e as lutas sociais, políticas econômicas que estão em jogo na cidade de São Paulo.

Em matéria publicada pela Folha de São Paulo no dia 05 de maio de 2018, intitulada “Mercado imobiliário paulista retoma fôlego. Construtoras da capital investem em nichos e voltam a crescer num setor ainda em crise” traz informações sobre a quantidade de unidades habitacionais lançadas no centro da cidade de São Paulo nos últimos anos, demonstram os interesses do setor imobiliário em um mercado de nicho para atender a demanda do déficit habitacional de habitação e aproveitar programa do governo Minha Casa Minha Vida, conforme tabela a seguir:

Fonte: Folha de São Paulo, 05 de maio de 2018.
avenida Duque de Caxias – 261 unidades de 26 a 54 m²
Largo do Arouche – 228 unidades de 28 a 44 m² e 10 duplex de 45 a 48 m²
avenida São João – 132 unidades de 41 a 45 m²
Praça da República – 218 unidades de 27 a 49 m²
rua Anhaia – 269 unidades de 14 a 60 m²
rua Washington Luís – 247 unidades de 22 m² em 20 andares

O déficit habitacional no Brasil já ultrapassa 6 milhões de domicílios o que representa 10% dos domicílios permanentes. Em 2015, segundo a Fundação João Pinheiro, o déficit habitacional na região metropolitana de São Paulo era de 639 mil domicílios, ao mesmo tempo em que havia, no mesmo perímetro, 595 mil vagos com potencial de ocupação.

No centro da cidade de São Paulo temos inúmeros edifícios que não cumprem a sua função social, por outro lado os movimentos populares em defesa da luta por moradias como a Frente de Luta por Moradia (FLM), criada em 2004 a partir da aglutinação de outras legendas, como o Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC), de 2001. Inspirou-se na experiência de mutirões de autogestão e hoje foca suas ações no centro da capital paulista.

A Lei 11888/08 | Lei nº 11.888, de 24 de dezembro de 2008, assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social.

Estamos diante das disputas que se acentuam com os processos de especulação imobiliária e na sequencia a gentrificação, se por um lado houve o aumento  de unidades habitacionais lançadas pelas construtoras na região central da cidade de São Paulo em função do programa minha casa minha vida, por outro as expulsões e ocupações pelos movimentos de luta pela moradia  reivindicam o direito à cidade.

No vídeo Direito à Cidade e Ocupações disponível no Canal Cidades Afetivas no YouTube entrevistamos o Arquiteto e Urbanista Sérgio Myssior  e o Nelson da Cruz Souza coordenador do Movimento de Moradia da Região Central na cidade de São Paulo.

“Educar fora a sala de aula” este é um dos desafios do Expressão Urbana SP

 

Primeira parte da entrevista  com Expressão Urbana SP com Vinicius Georges já está no ar.

Aproveite e inscreva-se em no canal. O Expressão Urbana SP realiza caminhadas pela cidade de São Paulo durante os trajetos do Centro, Vila Madalena, Consolação e 23 de Maio,  são abordados temas como graffitti, pixação x pichação, politica, ocupação, disputas, história e muita arte urbana. Informações sobre os trajetos acesse:     https://www.expressaourbanasp.com.br/centro

Entrevista com Vinicius Georges do Expressão Urbana SP:

 

 

 

 

 

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Manifesto Convivialista e o bem viver nas cidades contemporâneas

Convivialismo pressupõem a arte de viver juntos, que valorize a relação e a cooperação. As cidades desde os movimentos indignados, Occupy Wall Street abrem diálogos sobre os novos pensamentos dos “communs.” O manifesto convivialista ensaia saídas para as questões que assombram a contemporaneidade que vivemos, na busca pelo bem viver nas cidades. Acesse o manifesto convivialista no link: http://www.iecomplex.com.br/eventos/manifesto.pdf

Eventos que participamos e recomendamos

CONGRESSOS : Apresentaremos resultados das nossas pesquisas no IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade. O evento é promovido pelo Laboratório de Estudos Urbanos da Universidade de Campinas – UNICAMP, de 06 a 08 de março de 2018.

Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar e Vinicius Georges:
“Muralismo e Pixação: Análise das Linguagens,
Narrativas e Laços Sociais nos Festivais Cura em Belo Horizonte e O.Bra em São Paulo”

Sydney Cincotto Junior e Renan Simões:
“Cidades Afetivas: discursos e narrativas dos
coletivos na reivindicação da política do bem viver” http://www.labeurb.unicamp.br/site/web/index.php

RECOMENDAMOS :

Trajeto Vila Madalena com @expressaourbanasp

Em Belo Horizonte na Rua Sapucaí, no mirante de arte urbana durante a visita ao @cura.art em janeiro de 2018. A  Cidade Comunica  #bhafetiva, #grafitebh,  #instagrafite,  #boemiabh,  #centropatrimoniocultural, #viverascidades,  #todopoderaopovo,  #expressaourbana,  #visualidades, #polissemiasurbanasepensentocomplexo

 

RESISTIR PARA EXISTIR

Resistir para Existir essa essa é a frase estampada no mural do  Minhocão em São Paulo no graffiti onde são retratadas as cantoras Linn da Quebrada e As Bahias – musas do mural dos artistas Patrick Rigon e Renan Santos.[1] Este mural faz parte da ação promovida pela marca sueca de vodca Absolut que integra o projeto da marca Absolut Art Resistance ligada também a causa LGBTQ+ e a arte de resistência como o muralismo e o graffiti.

[1] Disponível http://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noticias/2017/09/28/absolut-traz-arte-como-protesto-em-campanha.html

 

Saci Michael artista inspirou a capa do livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização

Obra do artista @saci_michael tive a honra de ter uma de suas artes estampada na capa do meu livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização. #instagrafite #expressaourbana#arteurbana #grafitesp @aalmadarua #visualidades#viverascidades direto de São Paulo. Essa é a obra que está na capa livro.

MPB Musical Popular Brasileiro. Um Show de Afeto!

No dia 03 de março, sábado tivemos a oportunidade de assistir MPB Musical Popular Brasileiro, um espetáculo sensacional, montagem, cenário, atores, músicos, a produção está impecável. Recebi este convite e foi uma honra participar de um momento tão especial do @viacultura produção de Renata e Silvio Ferraz. Gostamos tanto que já estamos organizando com os amigos para assistir novamente. @adrianalessaoficial está divinamente plena @ericobras divertidíssimo, realmente um show provocativo, político, reflexivo e muito atual. Em cartaz até 15 de julho no Teatro das Artes em São Paulo. Um show de afeto! #afetoecidade #viverascidades#cidadesafetivas