Comum

Segura a Onda – Juntxs somos mais fortes

Plataforma reúne iniciativas cidadãs que trabalham para conter os impactos da pandemia do coronavírus no Brasil.

Nas primeiras semanas desde os primeiros casos de contágio do coronavírus, uma série de iniciativas cidadãs de solidariedade surgiram espontaneamente para combater os impactos da pandemia. Em momentos de crise, a solidariedade e a criatividade aparecem como resposta para soluções dos mais diversos problemas. Pensando em consolidar uma plataforma que reúna, divulgue e multiplique essas iniciativas, um grupo de voluntários criou o Segura a Onda.

A iniciativa originou-se na Espanha com a plataforma frenalacurva.net. Devido ao seu sucesso, ela está sendo replicada em outros países além do Brasil como Colômbia, México, Costa Rica, França, Equador e Uruguai.

O grupo entende que nesses momentos de crise a responsabilidade cidadã apresenta-se como alternativa para resolução de problemas complexos e as iniciativas cidadãs podem dar respostas rápidas e eficientes.

Luis Eduardo Taveres, Cientista social e pesquisador de assuntos relacionados à “Tecnologia, Cultura e Sociedade, um dos responsáveis pela plataforma para o Brasil, observa:  “Nos primeiros dias de quarentena, por volta de 16 de março, vendo as notícias que chegavam da Europa e as medidas que começavam a ser tomadas no Brasil, percebi que estávamos diante de um acontecimento gerador de múltiplos e profundos efeitos sociais. E que ao invés do pânico e de atitudes individuais, precisávamos de ações coletivas coordenadas para frear a propagação do vírus e superarmos a pandemia. Então, fiquei bastante animado quando soube da existência de uma plataforma como Frena La Curva e da articulação para construção de um capítulo brasileiro desta experiência e logo me engajei. O processo de construção coletiva fluiu super bem e trabalhar nele, assim como conhecer tantas pessoas engajadas por aí nas mais diversas iniciativas de enfrentamento a essa crise também é algo que ajuda a manter a mente sã durante esse período de confinamento e diante das tragédias diárias. Podemos ter em vista que a força cooperativa de todas essas redes de solidariedade que se auto-organizam na sociedade civil signifiquem valiosas lições civilizatórias tiradas dessa catástrofe e que fortaleçam a consciência e importância dos bens comuns”.

Cátia Kitahara, 46, designer de interface especialista em WordPress conta que utilizou sua experiência profissional de mais de dez anos para colocar o site em poucos dias no ar. “O site nada mais é que um fórum old school bem no estilo da época em que a internet ainda era aberta e livre, quando iniciativas como essa pipocavam e as pessoas se apropriavam mais das ferramentas ao invés de se submeterem aos formatos impostos pelas redes sociais que hoje “substituem” a internet”, comentou a designer.
Ela conta também que fazia tempo que não participava de uma iniciativa como essa, totalmente colaborativa e orgânica. “Somos uma rede de pessoas que colocaram-se à disposição para trabalharem juntas sem nunca terem se conhecido. Uma equipe forte se criou rapidamente e logo começamos a trabalhar como se já nos conhecêssemos. Isso é muito bom porque dá um alento e torna a situação atual mais suportável”, disse Cátia Kitahara.

A plataforma funciona como um guia onde qualquer um pode adicionar iniciativas ou ações de sua cidade ou bairro dentro dos seguintes temas: fontes confiáveis; informação confiável; cuidados; quarentena; educação; cultura; trabalho e renda; redes de consumo; ciência aberta; populações ameaçadas; redes de solidariedade; gênero; e moradia e aluguel.

Para participar, o usuário deve registrar-se no site com um endereço de email e senha e seguir o manual de uso. Existe uma equipe de moderadores voluntários que está acompanhando todas as postagens e fazendo a curadoria do conteúdo. Caso você queira ser um moderador, envie um email para: contato@seguraaonda.com.br

Acesse o site e faça parte dessa rede de colaboradores. Ajude-nos a dar uma resposta coletiva pensando, sobretudo, nas parcelas da população em piores condições nesse momento.

Serviço
Site: https://seguraaonda.com.br

Instagram:seguraaonda_br

Twitter:seguraAondaBR

Manual do site: https://seguraaonda.com.br/foruns/forum/manual-do-site/
Contato: contato@seguraaonda.com.br

“Cidades Afetivas” promove aula aberta no próximo sábado em São Paulo

Aula Aberta na Àgora!
No próximo sábado dia 11 de agosto acontecerá em São Paulo uma aula aberta na Praça Oswaldo Cruz com a participação de coletivos. “A ideia é compartilhar as observações relativas ao bem viver, convivialidade e a vida em comum presentes nas atuações dos coletivos de diferentes naturezas no contexto urbano e suas atuações-manifestações-performances políticas, culturais e artísticas que vem ocorrendo nas cidades”, afirma Vivian Blaso idealizadora do “Cidades Afetivas”, Doutora em Antropologia, pesquisadora no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, autora do livro: Cidades em Tempos Sombrios: Barbárie ou Civilização. Sydney Cincotto Júnior, Doutor em Antropologia e pesquisador no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo um dos idealizadores do projeto irá fazer uma breve exposição apresentando as principais reflexões desde do início das pesquisas, resultados de algumas publicações cientificas e participações em congressos.
“Cidades Afetivas”, é um observatório das manifestações afetivas que vem ocorrendo nas cidades. Uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.
A aula aberta faz parte da Semana do Caminhar – http://bit.ly/semanadocaminhar2018 idealizado pela ONG SampaPé.
Serviço:
Aula Aberta: “Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver”
Data: Sábado dia 11 de Agosto
Horário: 10:00 às 11:30
Local: Praça Oswaldo Cruz, São Paulo (próximo estação de metrô Brigadeiro)
Gratuito
Sobre o evento: https://www.facebook.com/events/482465632199636/
Informações para imprensa
contato@conversasustentavel.com.br

Diálogos Gigantes reúne debatedores para analisar 30 anos da “Constituição Cidadã”

Evento traz os avanços e retrocessos nos campos da educação, cultura, meio ambiente, indígenas, saúde e direitos trabalhistas

A Constituição de 1988 completa 30 anos em outubro. Mas o que mudou desde então e quais foram as contribuições para a evolução da cidadania no Brasil? Para estimular a reflexão sobre os avanços e retrocessos do período, o Instituto NET Claro Embratel promove um novo Diálogos Gigantes com o tema “A Constituição de 88 e a ação democrática direta”.

O evento acontece dia 2/8, das 8h às 15h, em parceria com o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (Ipusp). A participação pode ser garantida presencialmente na plateia do Auditório Carolina Bori do Ipusp, em São Paulo (SP), pelo formulário de inscrição. Também, pode ser acompanhado por transmissão ao vivo na página do Instituto NET Claro Embratel no Facebook ou pelo YouTube do Ipusp.

Serão três mesas de debates com o objetivo de discutir a chamada Constituição Cidadã dividida por temáticas: educação e cultura; meio ambiente e indígenas; e saúde e direitos trabalhistas (veja abaixo a programação completa). A mediação fica por conta do mestre em Comunicação e produtor de conteúdos de educação e cidadania Marcelo Abud.

Os debates serão gravados e vão fazer parte da série especial de podcasts “A Constituição Cidadã e os dias de hoje”, com previsão de lançamento em setembro no portal do Instituto NET Claro Embratel.
Confira mais informações na página do evento.

Serviço

Evento: A Constituição de 88 e a ação democrática direta
Quando: 2 de agosto de 2018, das 8h às 15h
Onde: Auditório Carolina Bori, Bloco G, Instituto de Psicologia da USP (Avenida Prof. Mello Moraes 1721, Cidade Universitária, São Paulo-SP)
Parceria: Instituto NET Claro Embratel e Instituto de Psicologia da USP
Inscrição para o presencial

Programação

8h – Mesa “Meio Ambiente e Indígenas”. Participam da conversa, Vivian Blaso, doutora em Ciências Sociais (Antropologia) pela PUC-SP; Sergio Leitão, advogado, fundador e diretor executivo do Instituto Escolhas; João Paulo Capobianco, biólogo e ambientalista.

9h30 – Mesa “Educação e Cultura”. Estarão presentes Daniel Cara, educador, cientista político e coordenador geral licenciado da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e Lisete Arelaro, doutora em Educação pela USP.

11h – Mesa “Saúde e direitos trabalhistas”. Para discutir o tema, os convidados Christian Dunker, coordenador do Instituto de Psicologia da USP; Márcio Pochmann, doutor em Ciência Econômica pela Unicamp e Magda Biavaschi, doutora em Economia Aplicada (Economia Social do Trabalho) pela Unicamp.

13h30 – Debate “Ação democrática direta”, promovido pelo Ipusp. As convidadas são Claudia Visoni, jornalista e militante de agricultura urbana, além de Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, pró-reitora de cultura e extensão da USP. Organizador: Christian Dunker.

Aula na Ágora – Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver

Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver

Aula Aberta!
Uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.
Essa é a proposta da aula aberta: “Cidades Afetivas uma via convivialista para o bem viver” com os idealizadores do Cidades Afetivas: Sydney Cincotto Júnior, Doutor em Antropologia e pesquisador no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e no Cidades Afetivas e Vivian Blaso, Doutora em Antropologia, pesquisadora no Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e no Cidades Afetivas autora do livro: Cidades em Tempos Sombrios: Barbárie ou Civilização. O evento contará com a participação do coletivo Senta Aqui Conversa Comigo – “Projeto Piloto de Ação Social que visa promover o encontro de pessoas em espaços públicos. O olhar, a conversa, a escuta e a troca muito nos interessam”.
Cidades Afetivas é um observatório das manifestações afetivas que vem ocorrendo nas cidades, investiga os coletivos de diferentes naturezas no contexto urbano e suas atuações-manifestações-performances políticas, culturais e artísticas que têm contribuído para promover o bem viver, a convivialidade, o direito à cidade e sua ocupação enquanto espaço público e comum para todos. Cidades afetivas pesquisa as novas formas de convivialidade, as formas de economia solidário-colaborativa, os ativismos urbanos, os coletivos artístico-culturais, em sintonia com ideários complexos que reivindicam uma vida ecologizada para devolver às cidades a função de serem um espaço comum para o bem viver.

Data: 11 de agosto de 2018

Horário: 10horas

Local: Praça Oswaldo Cruz, São Paulo

Informações Adicionais:  https://www.facebook.com/events/482465632199636/

Este evento faz parte da Semana do Caminhar – http://bit.ly/semanadocaminhar2018
Sobre a Semana do Caminhar

Entre os dias 5 a 11 de agosto acontece a Semana do Caminhar para celebrar e chamar atenção sobre o modo de deslocamento mais utilizado nas cidades: O CAMINHAR. Inspirada pelo Dia Mundial do Pedestre – celebrado dia 8 de agosto por ser o dia em que os Beatles tiraram a icônica foto atravessando a Abbey Road em Londres em 1969. A Semana do Caminhar, organizada pelo SampaPé! (www.facebook.com/sampape.sp), está acontecendo em diversas cidades do Brasil. O mote deste ano é “Poder caminhar” pois apesar de ser atividade mais elementar de existência nas cidades o direito a caminhar muitas vezes é negado, seja pela infraestrutura como por outros elementos.

Saiba mais e fique ligadx na programação: http://bit.ly/semanadocaminhar2018

Manifesto Convivialista e o bem viver nas cidades contemporâneas

Convivialismo pressupõem a arte de viver juntos, que valorize a relação e a cooperação. As cidades desde os movimentos indignados, Occupy Wall Street abrem diálogos sobre os novos pensamentos dos “communs.” O manifesto convivialista ensaia saídas para as questões que assombram a contemporaneidade que vivemos, na busca pelo bem viver nas cidades. Acesse o manifesto convivialista no link: http://www.iecomplex.com.br/eventos/manifesto.pdf

IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade.

Apresentaremos resultados das nossas pesquisas no IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade. O evento é promovido pelo Laboratório de Estudos Urbanos da Universidade de Campinas – UNICAMP, de 06 a 08 de março de 2018.

Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar e Vinicius Georges:
“Muralismo e Pixação: Análise das Linguagens,
Narrativas e Laços Sociais nos Festivais Cura em Belo Horizonte e O.Bra em São Paulo”

Sydney Cincotto Junior e Renan Simões: “Cidades Afetivas: discursos e narrativas dos
coletivos na reivindicação da política do bem viver” http://www.labeurb.unicamp.br/site/web/index.php

https://www.labeurb.unicamp.br/site/web/event

O Comum: um ensaio sobre a revolução no século 21

Desde que iniciamos as pesquisas Cidades Afetivas:uma via ecológica para o bem viver, capturávamos este novo espírito do capitalismo, processos de profundas transformações politicas, econômicas, socioculturais e ambientais e comportamentais. Estamos diante de novos desafios, complexos, mas que já demonstram oportunidades e vias possíveis para o futuro da humanidade.

Recomendamos a Leitura do Artigo publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos.  Link completo para a matéria está disponível no site http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/562765-o-comum-um-ensaio-sobre-a-revolucao-no-seculo-21

O livro Comum. Ensaio sobre a Revolução no Século XXI. Pierre Dardot e Christian Laval abre caminhos e vias para a revolução que está por vir ainda neste século.

“Os comuns não são ‘produzidos’ ou ‘instituídos’. É por isso que somos muito relutantes em aceitar a noção de ‘bens comuns’. Parece-nos que o raciocínio deveria ser o inverso: todo comum que é instituído é um bem, mas nenhum bem é por si comum. É preciso cuidar para não confundirmos um bem no sentido ético e político (agathon) e um bem no sentido de uma aquisição que pode ser trocada e vendida (ktesis). Todo comum é um bem no sentido ético e político, mas apenas na medida em que não é uma aquisição. Uma vez instituído, um comum não é alienável; a partir de então ele se instala na esfera de coisas que não podem ser apropriadas. Isto significa que ele escapa da lógica proprietária em qualquer de suas formas (privada ou estatal)”, escrevem Pierre Dardot e Christian Laval, em artigo publicado por UniNômade, 24-11-2016. A tradução é de Renan Porto.