Artigos Científicos

Ensaio – Cidades afetivas: Advocacy como uma via convivialista na direção do bem viver

“As cidades afetivas investem em novas formas de convivialidade, como o slow food, os coletivos artístico-culturais, a economia solidário-colaborativa, os mandatos coletivos na política, todos em sintonia com os novos ideários, que reivindicam uma vida ecologizada para devolver às cidades a função política de ser um espaço coletivo para o bem viver”.
O Ensaio “Cidades afetivas: Advocacy como uma via convivialista na direção do bem viver” está publicado no site do Instituto de Estudos Avançados da Universidade São Paulo autoria de Vivian Blaso e integra as pesquisas em andamento no Programa Usp Cidades Globais sob a Supervisão da Professora Dra. Suzana Pasternak
Para ler o artigo na íntegra acesse o link: http://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais/artigos-digitais/cidades-afetivas-advocacy-como-uma-via-convivialista-na-direcao-do-bem-viver

Artigo: Rumo à Metamorfose Democrática?

O movimento triádico individuo-espécie-sociedade revigora a regeneração contínua e simultânea entre democracia e diversidade de ideias. Tal regeneração acentua-se nas relações antagônicas, concorrentes, complementares que fundamentam a política como um sistema multidimensional complexo. O processo pretensamente civilizatório contido na mundialização traz consigo a destruição das biodiversidades no planeta.
A despolitização da política, que se autodissolve na administração, na técnica, na burocracia, na economia e na quantificação resulta na política fragmentada e impede a compreensão da vida, dos sofrimentos, dos desamparos, das solidões, das necessidades não quantificáveis.
A insustentável condição humana na era planetária é fruto das profecias neoliberais, que apostaram no quadrimotor “ciência-técnica-economia-lucro” e na sua capacidade de salvaguardar o futuro da humanidade. Fruto da política fragmentada, o excesso de disciplinamento produz sujeitos experts, organizações compartimentalizadas, que dão origem a indivíduos dissociados da natureza e da cultura e acabam impedidos de ver que a dimensão humana é de caráter multidimensional. Tudo isso contribui para a gigantesca regressão democrática, com os cidadãos apartados dos problemas fundamentais da cidade.
Presente nas democracias atuais, tal fenômeno é resultado da cosmovisão cartesiana da qual o quadrimotor “ciência-técnica-economia-lucro” é o fio condutor do atual estágio de humanidade. As policrises políticas, econômicas, culturais, ecológicas, sociais atestam a inverdade contida nessa formulação considerada hegemônica.
Dissociados e fragmentados, os indivíduos se deixam anestesiar pelo consumismo, o que tem levado a um novo estágio de barbárie na era planetária. Esse processo também produz um sujeito apartado da sua relação com a comunidade. O coletivo fica à margem da sociedade; mesmo assim tenta resistir aos desafios impostos pelo sistema neoliberal; a noção de coletivo ressurge em recentíssimos movimentos sociais que ocupam praças, constroem hortas urbanas, preservam parques, ocupam artisticamente espaços, na tentativa de resgatar as invisibilidades das cidades contemporâneas.
Os ativismos urbanos insurgentes acionam outras vias na direção do futuro para a humanidade, e tal fenômeno pode ser observado sob a luz da ideia de “Metamorfose”. Morin reitera que a metamorfose traz consigo o princípio da incerteza e ao mesmo tempo da esperança em prol de um futuro sempre imprevisível. Apostar na regeneração democrática, no resgate da solidariedade e da responsabilidade, é colocar em prática uma ética da espécie que realize a unidade planetária contida na diversidade natural e cultural.
Informações para imprensa
:https://www.cidadesafetivas.com.br/ e https://www.conversasustentavel.com.br/

email: imprensa@conversasustentavel.com.br

Metamorfose, Ilustração em aquarela by Vivian Blaso
Metamorfose. Ilustração em aquarela by Vivian Blaso

Artigo publicado na Revista @eMetropolis: Cidades Afetivas uma via ecologica para o bem viver

ARTIGO
Cidades afetivas
uma via ecológica para o bem-viver
Por Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Sydney Cincotto Junior e Valmir Martins de Oliveira

RESUMO

O desafio contemporâneo do “homo urbanus” é encontrar outras vias de sociabilidade capazes de regenerar a vida que se encontra intoxicada-hiperconectada-saturada. As promessas de um capitalismo sustentável e uma vida smart governada pelo uso das tecnologias não parecem ser capazes de propiciar mais qualidade de vida, equidade, segurança, acessibilidade e convivialidade nas cidades. O decrescimento sereno e as políticas do bem-viver vão na contramão do admirável mundo novo prometido pela tríade: vida smart, economia verde, desenvolvimento sustentável. Cidades afetivas requerem novas formas de convivialidade como slow food, economia solidária/colaborativa, mandatos coletivos para o bem viver.

Palavras-chave: Cidades afetivas; Bem-viver; Pensamento complexo; Convivialismo.

ABSTRACT

The contemporary challenge of the “homo urbanus” is to find other ways of sociability capable of regenerating the life that is intoxicated-hyperconnected-saturated. The promises of sustainable capitalism and a smart life governed by the use of technologies do not seem to be able to provide more quality of life, equity, security, accessibility and conviviality in cities. Serene decline and well-being policies run counter to the brave new world promised by the triad: smart living, green economy, sustainable development. Affective cities require new forms of conviviality such as slow food, solidarity / collaborative economy, collective mandates for well-being.

Keywords: Affective cities; Good living; Complex thinking; Convivialism.

http://emetropolis.net/artigo/243?name=cidades-afetivas

IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade.

Apresentaremos resultados das nossas pesquisas no IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade. O evento é promovido pelo Laboratório de Estudos Urbanos da Universidade de Campinas – UNICAMP, de 06 a 08 de março de 2018.

Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar e Vinicius Georges:
“Muralismo e Pixação: Análise das Linguagens,
Narrativas e Laços Sociais nos Festivais Cura em Belo Horizonte e O.Bra em São Paulo”

Sydney Cincotto Junior e Renan Simões: “Cidades Afetivas: discursos e narrativas dos
coletivos na reivindicação da política do bem viver” http://www.labeurb.unicamp.br/site/web/index.php

https://www.labeurb.unicamp.br/site/web/event

Por Cidades mais Afetivas e Humanas

“Por cidades mais afetivas e humanas” será apresencapa inteiratada durante o Alas – XXXI Congreso Asociación Latinoamericana de Sociología  nos dia 3 – 8 de diciembre de 2017, Montevideo, Uruguay.

A proposta foi idealizada pelos pesquisadores Sydney Cincotto Junior e Vivian Blaso  do Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC/SP.

“Por cidades mais afetivas e humanas” investe na política do bem viver, na direção de uma vida mais democrática, pública, aberta e solidária, em sintonia com a realidade do mundo que não comporta mais as tormentas do crescimento e do lucro obtidos das relações entre capital e trabalho, nem tampouco suporta a ideologia do sujeito empreendedor de si – comandada por uma subjetividade neoliberal, que valoriza o individualismo, o consumismo, a meritocracia e a privatização da vida. Sem ignorar ou negar a realidade dos conflitos inerentes às relações e aos contextos sócio-político-econômicos nos quais estão inseridos, uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.

Sobre os autores:

Sydney Cincotto Junior, Doutorando na PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor no Centro Universitário Motta

Ph.D. Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César – Professora: Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fundação Armando Álvares Penteado e FGVEAESP. Pesquisadora no Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade, PUC/SP, Sócia na Conversa Sustentável.

Informações para imprensa:

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