Cidades Afetivas

Direito à Cidade – Ocupações

São Paulo considerada a cidade Provisória pelo historiador Ernani Silva Bruno já passava de 21mil para 32 mil prédios nos tempos da industrialização. Mais tarde, nas décadas de 80 e 90 foi considerada “Cidade Patchwork”, pela professora e pesquisadora do Observatório das Metrópoles Dra.Lucia Bógus como traços de desigualdade e fragmentação pelo qual as cidades brasileiras estavam passando durante o século XX.

Um dos grandes impulsionadores das desigualdades foram a concepção dos condomínios fechados em parceria com as operações Urbanas Consorciadas que transformaram definitivamente a dinâmica espacial na cidade.
São Paulo deixava de concentrar as atividades econômicas na região central para ocupar o corredor sudoeste.
Esse processo marca uma das fases de degeneração do centro da cidade, que naquele momento atravessava um processo desvalorização imobiliária, aumento das desigualdades sociais e precarização da qualidade de vida das pessoas que residiam na região central da cidade.

Em 2004, houve a transferência de órgãos do Poder Público para áreas centrais, restauros e reformas de espaços e edifícios públicos como: Largo São Bento, Viaduto do Chá. Restauros em Edifícios Públicos como a Estação da Luz. Reurbanização de áreas centrais como Vale do Anhangabaú e Praça Roosevelt.
Hoje após o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu o centro volta a ocupar a imprensa nacional e internacional e trazer as evidentes disputas territoriais, e as lutas sociais, políticas econômicas que estão em jogo na cidade de São Paulo.

Em matéria publicada pela Folha de São Paulo no dia 05 de maio de 2018, intitulada “Mercado imobiliário paulista retoma fôlego. Construtoras da capital investem em nichos e voltam a crescer num setor ainda em crise” traz informações sobre a quantidade de unidades habitacionais lançadas no centro da cidade de São Paulo nos últimos anos, demonstram os interesses do setor imobiliário em um mercado de nicho para atender a demanda do déficit habitacional de habitação e aproveitar programa do governo Minha Casa Minha Vida, conforme tabela a seguir:

Fonte: Folha de São Paulo, 05 de maio de 2018.
avenida Duque de Caxias – 261 unidades de 26 a 54 m²
Largo do Arouche – 228 unidades de 28 a 44 m² e 10 duplex de 45 a 48 m²
avenida São João – 132 unidades de 41 a 45 m²
Praça da República – 218 unidades de 27 a 49 m²
rua Anhaia – 269 unidades de 14 a 60 m²
rua Washington Luís – 247 unidades de 22 m² em 20 andares

O déficit habitacional no Brasil já ultrapassa 6 milhões de domicílios o que representa 10% dos domicílios permanentes. Em 2015, segundo a Fundação João Pinheiro, o déficit habitacional na região metropolitana de São Paulo era de 639 mil domicílios, ao mesmo tempo em que havia, no mesmo perímetro, 595 mil vagos com potencial de ocupação.

No centro da cidade de São Paulo temos inúmeros edifícios que não cumprem a sua função social, por outro lado os movimentos populares em defesa da luta por moradias como a Frente de Luta por Moradia (FLM), criada em 2004 a partir da aglutinação de outras legendas, como o Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC), de 2001. Inspirou-se na experiência de mutirões de autogestão e hoje foca suas ações no centro da capital paulista.

A Lei 11888/08 | Lei nº 11.888, de 24 de dezembro de 2008, assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social.

Estamos diante das disputas que se acentuam com os processos de especulação imobiliária e na sequencia a gentrificação, se por um lado houve o aumento  de unidades habitacionais lançadas pelas construtoras na região central da cidade de São Paulo em função do programa minha casa minha vida, por outro as expulsões e ocupações pelos movimentos de luta pela moradia  reivindicam o direito à cidade.

No vídeo Direito à Cidade e Ocupações disponível no Canal Cidades Afetivas no YouTube entrevistamos o Arquiteto e Urbanista Sérgio Myssior  e o Nelson da Cruz Souza coordenador do Movimento de Moradia da Região Central na cidade de São Paulo.

Manifesto Convivialista e o bem viver nas cidades contemporâneas

Convivialismo pressupõem a arte de viver juntos, que valorize a relação e a cooperação. As cidades desde os movimentos indignados, Occupy Wall Street abrem diálogos sobre os novos pensamentos dos “communs.” O manifesto convivialista ensaia saídas para as questões que assombram a contemporaneidade que vivemos, na busca pelo bem viver nas cidades. Acesse o manifesto convivialista no link: http://www.iecomplex.com.br/eventos/manifesto.pdf

RESISTIR PARA EXISTIR

Resistir para Existir essa essa é a frase estampada no mural do  Minhocão em São Paulo no graffiti onde são retratadas as cantoras Linn da Quebrada e As Bahias – musas do mural dos artistas Patrick Rigon e Renan Santos.[1] Este mural faz parte da ação promovida pela marca sueca de vodca Absolut que integra o projeto da marca Absolut Art Resistance ligada também a causa LGBTQ+ e a arte de resistência como o muralismo e o graffiti.

[1] Disponível http://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noticias/2017/09/28/absolut-traz-arte-como-protesto-em-campanha.html

 

Saci Michael artista inspirou a capa do livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização

Obra do artista @saci_michael tive a honra de ter uma de suas artes estampada na capa do meu livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização. #instagrafite #expressaourbana#arteurbana #grafitesp @aalmadarua #visualidades#viverascidades direto de São Paulo. Essa é a obra que está na capa livro.

MPB Musical Popular Brasileiro. Um Show de Afeto!

No dia 03 de março, sábado tivemos a oportunidade de assistir MPB Musical Popular Brasileiro, um espetáculo sensacional, montagem, cenário, atores, músicos, a produção está impecável. Recebi este convite e foi uma honra participar de um momento tão especial do @viacultura produção de Renata e Silvio Ferraz. Gostamos tanto que já estamos organizando com os amigos para assistir novamente. @adrianalessaoficial está divinamente plena @ericobras divertidíssimo, realmente um show provocativo, político, reflexivo e muito atual. Em cartaz até 15 de julho no Teatro das Artes em São Paulo. Um show de afeto! #afetoecidade #viverascidades#cidadesafetivas

IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade.

Apresentaremos resultados das nossas pesquisas no IX Encontro Internacional Saber Urbano e Linguagem: escrituras da cidade. O evento é promovido pelo Laboratório de Estudos Urbanos da Universidade de Campinas – UNICAMP, de 06 a 08 de março de 2018.

Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar e Vinicius Georges:
“Muralismo e Pixação: Análise das Linguagens,
Narrativas e Laços Sociais nos Festivais Cura em Belo Horizonte e O.Bra em São Paulo”

Sydney Cincotto Junior e Renan Simões: “Cidades Afetivas: discursos e narrativas dos
coletivos na reivindicação da política do bem viver” http://www.labeurb.unicamp.br/site/web/index.php

https://www.labeurb.unicamp.br/site/web/event

Por Cidades mais Afetivas e Humanas

“Por cidades mais afetivas e humanas” será apresencapa inteiratada durante o Alas – XXXI Congreso Asociación Latinoamericana de Sociología  nos dia 3 – 8 de diciembre de 2017, Montevideo, Uruguay.

A proposta foi idealizada pelos pesquisadores Sydney Cincotto Junior e Vivian Blaso  do Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC/SP.

“Por cidades mais afetivas e humanas” investe na política do bem viver, na direção de uma vida mais democrática, pública, aberta e solidária, em sintonia com a realidade do mundo que não comporta mais as tormentas do crescimento e do lucro obtidos das relações entre capital e trabalho, nem tampouco suporta a ideologia do sujeito empreendedor de si – comandada por uma subjetividade neoliberal, que valoriza o individualismo, o consumismo, a meritocracia e a privatização da vida. Sem ignorar ou negar a realidade dos conflitos inerentes às relações e aos contextos sócio-político-econômicos nos quais estão inseridos, uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.

Sobre os autores:

Sydney Cincotto Junior, Doutorando na PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor no Centro Universitário Motta

Ph.D. Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César – Professora: Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fundação Armando Álvares Penteado e FGVEAESP. Pesquisadora no Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade, PUC/SP, Sócia na Conversa Sustentável.

Informações para imprensa:

contato@conversasustentavel.com.br

 

O Comum: um ensaio sobre a revolução no século 21

Desde que iniciamos as pesquisas Cidades Afetivas:uma via ecológica para o bem viver, capturávamos este novo espírito do capitalismo, processos de profundas transformações politicas, econômicas, socioculturais e ambientais e comportamentais. Estamos diante de novos desafios, complexos, mas que já demonstram oportunidades e vias possíveis para o futuro da humanidade.

Recomendamos a Leitura do Artigo publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos.  Link completo para a matéria está disponível no site http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/562765-o-comum-um-ensaio-sobre-a-revolucao-no-seculo-21

O livro Comum. Ensaio sobre a Revolução no Século XXI. Pierre Dardot e Christian Laval abre caminhos e vias para a revolução que está por vir ainda neste século.

“Os comuns não são ‘produzidos’ ou ‘instituídos’. É por isso que somos muito relutantes em aceitar a noção de ‘bens comuns’. Parece-nos que o raciocínio deveria ser o inverso: todo comum que é instituído é um bem, mas nenhum bem é por si comum. É preciso cuidar para não confundirmos um bem no sentido ético e político (agathon) e um bem no sentido de uma aquisição que pode ser trocada e vendida (ktesis). Todo comum é um bem no sentido ético e político, mas apenas na medida em que não é uma aquisição. Uma vez instituído, um comum não é alienável; a partir de então ele se instala na esfera de coisas que não podem ser apropriadas. Isto significa que ele escapa da lógica proprietária em qualquer de suas formas (privada ou estatal)”, escrevem Pierre Dardot e Christian Laval, em artigo publicado por UniNômade, 24-11-2016. A tradução é de Renan Porto.

Lançamento do livro: Espiral de Ideias. Textos de Antropologia Fundamental

Lançamento do livro: Espiral de Ideias. Textos de Antropologia Fundamental por Edgard de Assis Carvalho professor Titular departamento de Antropologia na PUCSP.

Prólogo

“Símbolos de evolução e movimento presentes em todas as culturas humanas, as espirais expressam a transitoriedade das expressões culturais. Edgar Morin se refere a elas em várias passagens dos seis volumes de O Método. O processo do conhecimento é sempre constituído por esses circuitos provisórios que se alimentam da história e travam com ela um diálogo permanente. Espirais, portanto, são sistemas abertos, dissipativos, hologrâmicos. O Anticristo, o método sempre vêm no fim e jamais constitui um receituário prévio a ser aplicado a objetos inertes. Método é caminho, errância, viagem, contrabando, tradução. Foi assim que surgiu a ideia-título deste livro. Instado por amigos, comparsas, colaboradores, reuni um conjunto de ditos e escritos meus, espalhados nos arquivos da minha biblioteca de Babel”.  Edgard de Assis Carvalho, março de 2017.

#pensamentocomplexo #complexusnucleopucsp #pucsp @tvpucsp @puc_sp #cidadesafetivasehumanas #cidadesafetivas